Sempre que começamos a pesquisar sobre orquídeas, sempre encontramos informações importantíssimas sobre a necessidade de adubação.

Antigamente o xaxim (hoje com extração proibida) era praticamente o único substrato utilizado para o cultivo de orquídeas, e ele trazia muitos nutrientes em sua composição. Hoje, com a proibição da extração do xaxim outros substratos e vasos para cultivo sem substrato, como o EcoTronco passaram a ser comercializados e a adubação ficou cada vez mais em foco.

O básico para adubar uma orquídea é a utilização de um adubo completo para orquídeas. Não tem o que inventar, não é mesmo? A planta precisa comer para crescer!!! Então vamos entender melhor a composição dos adubos.

Principais nutrientes

NPK (Nitrogênio, fósforo e potássio) – Macronutrientes

São os nutrientes que a planta precisa em maior quantidade para crescer, se desenvolver e dar flores, frutos e sementes.

Ca Mg S (Cálcio, Magnésio e Enxofre) – Macronutrientes secundários

São nutrientes importantes que a planta precisa em quantidade média

Micronutrientes

Ferro (Fe), Manganês (Mn), Zinco (Zn), Cobre (Cu), Boro (B) e Molibdênio (Mo).

Exigidos em menor quantidade pelas plantas, mas não menos importantes pois a ausência deles pode causar deficiências graves.

O que significam os números dos adubos?

Os adubos solúveis apresentam muitas vezes alguns números em sua nomenclatura, o que dificulta na decisão dos iniciantes de cultivo. Esses números referem-se à composição de Macronutrientes principais na respectiva ordem (N-P-K), ou seja, um adubo 20-20-20 apresenta a mesma proporção de NPK, já um adubo 15-30-15 apresenta o dobro de P em relação aos demais nutrientes.

Diferença entre os adubos de floração e manutenção

A principal diferença entre estes dois adubos é a proporção dos macronutrientes (NPK).

Os adubos de floração apresentam sempre uma quantidade maior de Fósforo (P) principal componente responsável pela floração das plantas, sendo normalmente no dobro da quantidade dos demais nutrientes.

Os adubos de manutenção apresentam normalmente a mesma quantidade de todos os macronutrientes, sendo mais indicados para cultivo em pequena escala.

Muita gente usa o adubo de floração incessantemente, pensando que com isso a planta irá produzir mais e mais florações, entretanto, as orquídeas tem um ritmo próprio de crescimento, brotação e floração, não sendo recomendado a utilização em massa desse tipo de adubo.

Deficiência de nutrientes nos adubos solúveis

Os principais adubos solúveis comercializados contém os Macro e Micronutrientes, deixando sempre de lado os Macronutrientes secundários. Vamos entender a razão disso.

Os macronutrientes secundários são constituídos por 3 elementos: Cálcio, Magnésio e Enxofre.

O enxofre (S) é constituinte do ar atmosférico, podendo ser adquirido pela planta por meio do ar, especialmente durante a irrigação ou chuvas, quando o mesmo é solubilizado do ar para a água. Esse elemento, quando em excesso na atmosfera causa a famosa chuva ácida. Desta forma, não há razões para grandes preocupações.

O Cálcio (Ca) é um elemento pouco solúvel, constituinte principal dos nossos ossos e muito difícil de encontrar na composição de adubos solúveis. Compete na absorção de Nitrogênio (o N dos macronutrientes) pelas plantas, reage com o Fósforo (o P dos macronutrientes), tornando-se indisponível para as plantas.

Magnésio (Mg) é um composto que compete (e sempre perde) na absorção de Potássio (o K dos macronutrientes) mas é importante para a absorção do Fósforo (o P dos macronutrientes).

Existem no mercado alguns adubos líquidos que trazem em sua composição todos os 6 macronutrientes, entretanto, a maior parte destes adubos não contém todos os micronutrientes necessário, necessitando também de complementação.

E agora, como adubar para ter uma planta saudável?

Você pode complementar a adubação com adubos orgânicos!

Os adubos orgânicos mais utilizados são a torta de mamona e farinha de ossos que podem auxiliar no fornecimento de cálcio e magnésio para as plantas. Normalmente são utilizados na proporção de 60-40, ou seja, 3 partes de torta de mamona para 2 partes de farinha de osso. A maneira mais comum de utilizar estes adubos orgânicos é de 3 em 3 meses colocar uma colher de chá no canto do vaso (longe das raízes). Para facilitar ainda mais, muita gente tem feito pequenas trouxinhas com meias-calça ou algum outro tecido fino e permeável e pendurado sobre os vasos, permitindo uma liberação lenta desses compostos quando a planta é irrigada, legal né?

Você também pode pesquisar sobre o bokashi, viagra de orquídeas, fishfertil, extrato de algas e muitos outros adubos que falaremos futuramente.

A combinação ideal

Para nós, a combinação ideal é a utilização das trouxinhas de adubo (orgânico) penduradas sobre os vasos e adubação foliar solúvel feita semanalmente com uma dosagem baixa de adubo. Assim, as orquídeas ficam bem nutridas e felizes!

Veja aqui um vídeo sobre como preparar a adubação para suas orquídeas.

 

 

 

 

 

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